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Abelha Sem Ferrão Borá

1. Resumo da Espécie

A abelha Borá (Tetragona clavipes) é uma espécie de abelha sem ferrão pertencente à subfamília Meliponinae, amplamente distribuída pelo Brasil. Essa espécie é conhecida por sua excelente capacidade de polinização e por produzir um mel de alta qualidade. Seu comportamento é defensivo, sendo uma das espécies de maior interesse para a meliponicultura.

2. Taxonomia e Morfologia

A abelha Borá pertence à ordem Hymenoptera, família Apidae e subfamília Meliponinae. Morfologicamente, essa espécie se destaca pelo tamanho relativamente maior em comparação com outras abelhas sem ferrão, podendo atingir cerca de 9 mm. Apresenta coloração variada entre preto, amarelo, verde, tons de marrom e olhos verdes.

3. Identificação

A Borá pode ser identificada pelo seu tamanho (também conhecida como Jataizão), olhos verdes, voo típico, tipo da entrada da colônia e principalmente pelo seu cheiro único, o própolis da abelha Borá tem um cheiro único da espécie.

4. Região de Ocorrência

Essa espécie é encontrada em diversas regiões do Brasil, especialmente na Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado e Caatinga. Ela tem capacidade de adaptação a ambientes urbanos e rurais, desde que haja disponibilidade de flora para forrageamento.

5. Nidificação

Os ninhos da Borá são encontrados em ocos de árvores e estruturas artificiais. O ninho é construído com cerume, uma mistura de cera e resinas vegetais, e conta com uma entrada estreita e protegida por operárias guardiãs.

6. Colônia/Ciclo de Vida

A colônia da abelha Borá pode ter em média 70.000 indivíduos. A rainha pode viver vários anos, enquanto as operárias têm um ciclo de vida de cerca de 50 dias. O ninho é altamente organizado, com divisão de trabalho eficiente entre as castas.

7. Enxameação

Ocorre quando a colônia atinge sua capacidade máxima. Após ser encontrato um novo local pelas abelhas campeiras, uma nova princesa parte com um grupo de operárias para estabelecer um novo ninho.

8. Defesa

Apesar de ser uma abelha sem ferrão, a Borá adota estratégias defensivas como mordidas e uso de resinas para imobilizar invasores. Possui operárias guardiãs que vigiam a entrada do ninho, que se defendem a qualquer sinal de perigo. Seu manejo na meliponicultura deve ser feito com EPI (macacão de proteção).

9. Cuidados com as Crias

As larvas são abrigadas em células de cria, alimentadas com uma mistura de néctar e pólen. As operárias regulam temperatura e umidade para garantir o desenvolvimento adequado das crias.

10. Organização Social

A colônia se divide em castas: rainha (responsável pela reprodução), operárias (realizam tarefas diversas), zangões (fecundam a rainha) e soldados (defendem o ninho).

11. Comunicação e Orientação

A Borá se comunica por feromônios e realiza danças para indicar fontes de alimento. Utiliza a posição do sol e pontos de referência para navegação.

12. Pasto

Forrageia diversas espécies vegetais, incluindo frutíferas e plantas nativas. Seu raio de voo pode atingir 1.5 km, dependendo da disponibilidade de alimento.

13. Sociologia

Pode coexistir com outras abelhas sem ferrão, mas pode disputar recursos e espaço com espécies menores e com a própria espécie, a abelha Borá é conhecida por ser territorialista com a própria espécie, seu manejo na meliponicultura exige bastante experência.

14. Polinização

É uma excelente polinizadora, sendo utilizada na polinização de culturas como maracujá, tomate, açaí, café…

15. Conservação

Está ameaçada pelo desmatamento e uso de pesticidas. A conservação requer proteção dos habitats naturais e incentivo à meliponicultura.

16. Impactos Ambientais

A criação da Borá na meliponicultura traz benefícios ecológicos, mas o manejo inadequado pode comprometer populações selvagens. A abelha borá é umas das abelhas mais queridas e desejadas pelos meliponicultores, principalmente pelos iniciantes, porém, devido a falta de conhecimento no manejo, é de se preocupar com a quantidade de colméias que são perdidas, principalmente na transferência dos ninhos iscas para as caixas padrões.

A recomendação é que sempre estude bem sobre a espécie antes de adquirir uma primeira colméia, procure um criador experiente e sério para a aquisição de uma colméia.

17. Curiosidades

A Borá pode armazenar grandes quantidades de mel no ninho.

É uma das abelhas sem ferrão mais desejadas do Brasil.

Seu mel é de um sabor único, muito apreciado.

18. Criação

Requer caixas adequadas (Modelo INPA 20×20 à 25×25 interno), controle de flora e manejo cuidadoso. É recomendada para meliponicultores experientes devido ao seu comportamento defensivo.

19. Captura

Pode ser feita com ninhos-isca acima de 5lt que imitam cavidades naturais e contêm atrativos como cera e própolis de preferência da própria espécie.

20. Transferência para Caixas

Deve ser feita com muito cuidado para preservar a estrutura do ninho e minimizar o estresse da colônia. Deve evitar levar alimentos como mel e samburá para a caixa, o uso de cera mista e alimentador esterno, podem ser muito úteis para ajudar que a colméia se recupere mais rápido.

21. Caixas Adequadas

Modelos INPA 20×20 à 25×25 interno são recomendados. Devem oferecer espaço suficiente para crescimento da colônia.

22. Produção de Mel

Seu mel é valorizado por propriedades medicinais e sabor único. A produção é em média 7 kg por ano por colônia.]

23. Própolis

O própolis da Borá tem propriedades antimicrobianas e é usado na medicina natural. É coletado a partir de resinas vegetais e utilizado na proteção do ninho.

 

Data de publicação: 17/03/2025

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